Por dentro da sala de controle da Artemis, a nova missão da Nasa à Lua. O Centro de Controle de Missões Christopher C. Kraft, Jr., da Nasa, fica nos arredores de Houston, no Texas. O local, construído nos anos 1960, recebeu o nome do homem que criou o conceito de reunir, em uma única sala, todas as pessoas responsáveis pela espaçonave sob a coordenação de um diretor de voo.
A sala de controle original, que supervisionou o primeiro pouso na Lua e a missão Apollo 13, hoje é um Marco Histórico Nacional. Do outro lado do salão, está sua versão moderna para as missões lunares do século 21. Fiona Antkowiak, uma das diretoras de voo designadas para a Artemis 2, afirma que a estrutura criada por Chris Kraft resistiu ao teste do tempo.
A Artemis 2, programada para lançamento em abril de 2026, levará quatro astronautas em um voo ao redor da Lua. Será a primeira missão lunar tripulada da Nasa desde 1972. A equipe em Houston será responsável por manter a missão no curso e trazer a tripulação de volta à Terra com segurança após dez dias.
Trabalhando em turnos 24 horas por dia, o controle da missão manterá comunicação com a espaçonave Orion, enviará comandos e monitorará tudo, desde a trajetória até os batimentos cardíacos dos astronautas. O papel principal, segundo Antkowiak, é manter a segurança da tripulação e da espaçonave e cumprir os objetivos da missão.
A sala atual mistura elementos novos e antigos. Os consoles cinza da era Apollo deram lugar a teclados e telas sensíveis ao toque, mas os nomes das posições, como Eecom para suporte de vida, permanecem. O ambiente também mudou: o fumo foi banido e a equipe hoje é mais diversa, com muitas mulheres em posições de liderança, um contraste com as fotos da era Apollo.
Todas as comunicações com a tripulação são feitas por um comunicador de cápsula, o capcom, mas a autoridade final para decisões rápidas é do diretor de voo. Os sistemas da espaçonave são em grande parte automáticos, mas o monitoramento é intenso.
Para auxiliar nessa tarefa, existe a Sala de Avaliação da Missão Orion (Mer), no mesmo prédio. A equipe da Mer, que inclui engenheiros que ajudaram a projetar a Orion, foca em monitorar detalhes e liderar a resolução de problemas, em vez de operar em tempo real. Um grupo europeu, responsável pelo módulo de serviço fornecido pela Agência Espacial Europeia, também faz parte dessa equipe.
O chefe da Orion Mer, Trey Perryman, destaca que eles apoiam os operadores para entender o que acontece e resolver problemas, com o objetivo de trazer a tripulação para casa. A primeira missão não tripulada, Artemis 1, foi bem-sucedida, mas a história dos voos espaciais humanos mostra a necessidade de se preparar para qualquer situação.
Quase todas as missões Apollo enfrentaram anomalias, que foram resolvidas graças ao conhecimento combinado das equipes em terra. Por isso, simulações extensivas são parte vital dos preparativos para a Artemis 2. Esses treinamentos testam a resposta da equipe a diversas falhas possíveis, assegurando que estejam prontos para lidar com imprevistos durante o voo real, mantendo a segurança como prioridade máxima.
