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Disney proíbe anúncio ‘ameaçador’ com corpo severado

A Advertising Standards Authority (ASA) do Reino Unido tomou a decisão de banir um anúncio da Disney que apresentava uma imagem perturbadora de um corpo severamente mutilado. A medida foi tomada após queixas de pais que consideraram o conteúdo “inadequado e perturbador” para crianças.

O anúncio em questão promovia o filme “Predator Badlands”, produzido pela subsidiária da Disney, a Twentieth Century Studios, que está programado para ser lançado em novembro. O pôster digital, exibido em Giffnock, Glasgow, mostrava um grande alienígena segurando o torso severamente mutilado de uma figura humana, com a parte inferior do corpo ausente e a coluna exposta.

Os pais que se manifestaram contra o anúncio expressaram preocupações sobre o impacto que tal imagem poderia ter sobre crianças pequenas. A ASA, ao analisar as queixas, concordou que o conteúdo era potencialmente assustador e poderia causar angústia aos espectadores mais jovens.

A Disney argumentou que o corpo severo representado no anúncio era na verdade de um “synth”, ou robô, e que sua mutilação acentuava ainda mais seu aspecto não humano. A empresa ressaltou que a cena, que durava menos de dois segundos em um anúncio de dez segundos, não deveria ser considerada prejudicial. Além disso, a Disney afirmou que versões anteriores do anúncio foram revisadas por terceiros e modificadas conforme o feedback recebido, demonstrando um compromisso em atender aos padrões de responsabilidade social.

No entanto, a ASA não aceitou os argumentos da Disney. O órgão regulador afirmou que a empresa possui a responsabilidade de garantir que as cenas em seus anúncios sejam apropriadas para um público geral, incluindo as crianças. A ASA destacou que, apesar de o menor corpo representado não ser humano, isso não era evidente no anúncio. A imagem do torso severo e exposto, aliada ao rosto distorcido do alienígena e à frase “bem-vindo a um mundo de dor”, poderia ser extremamente assustadora para o público infantil.

A decisão da ASA foi clara: o anúncio violou os princípios de responsabilidade social e os códigos de publicidade do Reino Unido, que visam evitar a exposição de crianças a conteúdos potencialmente perturbadores. Como resultado, o órgão regulador baniu o anúncio e alertou a Disney para que, em futuras campanhas, evitem que conteúdos com potencial de causar angústia sejam veiculados de forma que possam ser vistos por crianças.

Um porta-voz da Disney reconheceu a decisão da ASA, afirmando que a empresa leva a sério suas responsabilidades em relação ao público e se esforça para trabalhar em estreita colaboração com parceiros para atender aos padrões exigidos.

Este incidente ressalta a importância da análise crítica de conteúdos publicitários, especialmente quando se trata de materiais que podem impactar o público jovem. A decisão da ASA não apenas protege as crianças de conteúdos perturbadores, mas também envia uma mensagem clara para as empresas sobre a necessidade de responsabilidade e sensibilidade em suas campanhas publicitárias.

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