Como escolher o nome do site: curto, falável e livre para registrar
Como escolher o nome do site passa por três testes: dá para falar ao telefone, dá para digitar de memória e está livre em .com.br e nas redes.
Um mecânico de Campinas chamou a oficina de Auto Center JR & Filhos e quis o site com o mesmo nome. O endereço ficou com um "e" no lugar do "&", um hífen no meio e treze letras antes do ponto. Quando ele falava o endereço ao telefone, o cliente pedia para repetir. Quando mandava por mensagem, chegava errado. Em seis meses, trocou para um nome de dois termos, sem hífen, que qualquer um escreve de ouvido. As visitas triplicaram sem nenhum anúncio.
Saber como escolher o nome do site é decidir, antes de registrar, um endereço que passa em três testes: dá para falar ao telefone sem soletrar, dá para digitar de memória sem errar e está livre na terminação certa e nos perfis sociais. O nome do negócio é o ponto de partida, mas nem sempre é a resposta, porque muitos nomes de fantasia têm símbolo, acento, número ou comprimento que não cabem num endereço. O que se registra é a versão que o cliente consegue reproduzir.
Este texto mostra os três testes e por que eles importam mais que a criatividade. Traz o que evitar no endereço, quando a cidade ou o ramo entram, como conferir se o nome está livre antes de se apegar a ele, o custo do registro e o que dá errado quando se decide pelo gosto e não pelo cliente.
Aqui estão a prova do telefone, a da memória, a de estar livre e a tabela comparativa. Entram a cidade e o ramo no endereço, as extensões, os tropeços de quem escolhe pelo gosto, a ordem para decidir, os custos e as dúvidas mais frequentes.
Como escolher o nome do site: a prova do telefone
Fale o endereço em voz alta para alguém que não conhece o negócio e peça para a pessoa digitar. Se ela perguntar "com hífen?", "é com dois esses?" ou "tem número?", o nome reprovou. Um bom endereço tem uma ou duas palavras, sem letra dobrada ambígua, sem número no lugar de letra e sem símbolo. Nomes de fantasia com acento perdem o acento no endereço, e é preciso conferir se a versão sem acento continua legível e não vira outra palavra.
Nosso mecânico reprovou nessa prova durante seis meses sem perceber, porque ele mesmo nunca precisou digitar o próprio endereço.
A prova da memória e o comprimento
O cliente vê o endereço na placa, no adesivo do carro ou no panfleto, e digita horas depois, de memória. Cada letra a mais é uma chance de erro, e cada palavra a mais é uma chance de esquecer a ordem. Endereços com até doze letras antes do ponto são lembrados; acima de vinte, quase nunca. Siglas só funcionam quando o negócio já é conhecido por elas. Duas palavras que descrevem o que a empresa faz, como oficinajr, vencem uma frase inteira.
Quando o nome exato do negócio não passa nas provas ou já está ocupado, é preciso gerar alternativas, e não forçar uma variação ruim. O gerador de nomes de domínio combina o ramo, a cidade e palavras curtas para sugerir endereços que estão livres para registrar, já conferidos nas extensões principais. Foi testando combinações ali que ele chegou ao nome enxuto, sem insistir no "e comercial" que ninguém sabia digitar.
Comparativo entre os tipos de nome
| Tipo | Falar e digitar | Costuma estar livre? |
|---|---|---|
| Nome de fantasia exato | Bom, se for curto. | Raramente. |
| Ramo mais cidade | Bom. | Às vezes. |
| Nome com hífen ou número | Ruim. | Quase sempre. |
| Palavra inventada | Depende da grafia. | Sim. |
A prova de estar livre
Um nome só serve se estiver livre na extensão que o público espera, que no Brasil é a terminada em br, e no perfil das redes sociais com grafia idêntica. Endereço livre no registro brasileiro mas ocupado no Instagram por outra empresa gera confusão todo dia. A consulta é gratuita e leva segundos, e deve vir antes de qualquer impressão ou pintura. Nome livre em extensão estranha, como .xyz ou .site, passa a impressão de golpe ao cliente comum e não deve ser o endereço principal.
Cidade e ramo no endereço
Para negócio local, acrescentar a cidade ou o bairro ao nome tem dois efeitos: libera um endereço quando o exato está ocupado e ajuda o cliente que busca "oficina em Campinas" a associar o resultado ao lugar. O ramo funciona do mesmo jeito. O limite é o comprimento: nome, ramo e cidade juntos passam de vinte letras e reprovam na prova da memória. Escolhe-se um complemento, não os dois. Para negócio que atende o país inteiro, a cidade no endereço só limita.
O que evitar no nome
Hífen, porque ninguém sabe se tem. Número no lugar de letra, porque "4" e "para" viram dúvida. Letras dobradas que soam iguais, como "ss" e "ç", que viram "c" ou "s" na digitação. Palavras em inglês com grafia que o brasileiro médio não domina. Nome de marca alheia, que gera disputa. E extensão diferente da que o cliente digita por hábito. Cada um desses itens é uma visita perdida por dia.
Tropeços de quem escolhe pelo gosto
O erro mais comum é registrar o nome de fantasia com símbolo e hífen, como fez o mecânico, e descobrir que ninguém digita. Vem depois escolher um nome bonito sem consultar se está livre nas redes. Segue registrar em extensão barata e exótica por economia. Fecha a lista trocar uma letra para caber num nome ocupado. O primeiro custa seis meses de visitas; os outros custam o cliente que foi parar no endereço do outro.
Em ordem, para decidir
- Escrever o nome do negócio sem acento, símbolo, hífen ou número, e ver se continua legível.
- Falar em voz alta para alguém de fora e pedir que digite; anotar cada dúvida.
- Se reprovou ou está ocupado, gerar alternativas com ramo ou cidade, nunca com letra trocada.
- Conferir a versão escolhida no registro brasileiro e nas redes sociais, letra por letra.
- Registrar no nome do dono, com renovação automática, antes de imprimir qualquer coisa.
O passo dois foi pulado na oficina de Campinas, e custou meio ano.
Quanto custa
Consultar e gerar alternativas não custa nada. Um .com.br sai por uns 40 reais ao ano; um .com fica entre R$ 50 e R$ 80. Registrar também a variação mais provável de erro de digitação, para redirecionar ao endereço principal, dobra a anuidade e vale a pena só para negócio com muito tráfego. Trocar o nome depois de impresso custa a reimpressão de placa, cartão e adesivo, além das visitas perdidas até lá, que é o que torna a escolha certa no início tão barata em comparação.
Perguntas frequentes sobre a escolha do nome
E quando o nome da empresa está ocupado?
Acrescentando o ramo ou a cidade, como oficinajrcampinas, e conferindo que a versão nova está livre também nas redes. Nunca trocando uma letra.
Hífen é aceitável?
Poder, pode. Mas o cliente nunca sabe se o hífen existe, e a forma sem ele costuma pertencer a outro.
Nome curto ou descritivo, qual vence
Curto e falável vence. Descritivo só quando o negócio não tem nome conhecido e quer aparecer pelo ramo na busca.
Registrar em várias extensões é necessário
Não. Uma basta, a que o público digita. Registrar outras só faz sentido para proteger uma marca já conhecida.
O acento do nome se perde?
Sim, no endereço não há acento. Vale conferir que a forma sem acento continua legível e não vira outra palavra.
Quanto custa registrar?
Perto de 40 reais anuais na extensão brasileira e de 50 a 80 na internacional. A consulta e a geração de alternativas são gratuitas.
Resumo
Como escolher o nome do site se resume a três provas: falar ao telefone sem soletrar, digitar de memória sem errar e estar livre na extensão brasileira e nas redes com grafia idêntica. Nome curto, sem hífen, símbolo ou número, com ramo ou cidade quando o exato está ocupado, e nunca uma letra trocada. A consulta é gratuita e o registro custa uns 40 reais por ano, contra os seis meses de visitas que o mecânico perdeu com um endereço que ninguém sabia digitar.


