O Detran (Departamento Estadual de Trânsito) deu um prazo de dez dias para que proprietários de 200 veículos recolhidos há mais de 30 dias em pátios do Estado regularizem a situação e retirem os bens. O prazo começa a contar a partir da publicação do edital, que ocorreu nesta terça-feira (11). Carros e motocicletas que continuarem nos depósitos após esse período poderão ser enviados a leilão.
A lista foi publicada no Diário Oficial do Estado e inclui veículos mantidos em pátios de Campo Grande e de municípios do interior. Os donos devem procurar a agência do Detran responsável pelo local onde o bem está guardado. A liberação do veículo depende da regularização da documentação e do pagamento dos valores pendentes.
Na capital, o edital lista 19 veículos, entre carros e motos. Entre os modelos estão Renault Clio, Ford Ka, Volkswagen Brasília, Volkswagen Gol, Ford Corcel, Ford Pampa, Honda Civic e Honda CG 150 Fan. Alguns itens aparecem vinculados a mais de uma pessoa ou a instituições financeiras, por causa de registros como financiamentos.
O edital também abrange veículos apreendidos em Água Clara, Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Anastácio, Aquidauana, Bonito, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Coxim, Inocência e Jardim. A relação segue com Miranda, Paraíso das Águas, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Rio Negro, Rio Verde de Mato Grosso, Selvíria e Três Lagoas. Bataguassu, Maracaju e Rio Brilhante também possuem veículos incluídos.
Os itens variam entre motocicletas sem placa, carros, caminhonetes e veículos de carga. Quem não retirar o bem dentro do prazo pode perdê-lo em leilão. O destino de cada unidade depende do estado de conservação em que se encontra.
Veículos em condições de uso podem ser vendidos para circulação, com a emissão da documentação para o novo proprietário. Outros podem ir a leilão como sucata aproveitável, para desmontagem, ou como material sem condições de reaproveitamento, destinado à reciclagem. A classificação é feita conforme as características de cada veículo.
O dinheiro arrecadado com a venda será usado para quitar os débitos ligados ao bem. Se o valor não for suficiente para cobrir todas as pendências, o saldo restante pode continuar sob responsabilidade do antigo dono.
