O dólar abriu hoje cotado a R$ 5,04. O mercado da moeda funciona das 9h às 17h, no horário de Brasília.
A cotação é influenciada por fatores da economia brasileira e mundial. O mercado dos Estados Unidos e de países como China, Rússia e nações da União Europeia tem efeito na valorização ou desvalorização do real.
O preço da moeda americana apresenta queda após o anúncio de um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, na terça-feira, 7. Apesar de uma paz duradoura ser incerta, os rumos do conflito têm reflexo na taxa de câmbio.
Para 2026, a projeção do Boletim Focus, do Banco Central, é de valorização do dólar. O relatório aponta que a moeda pode fechar o ano a R$ 5,50. Isso ocorre depois de uma queda acumulada de 11,2% ao longo de 2025.
Especialistas, no entanto, veem o cenário de forma diferente. O professor Mauricio Weiss, do PPECO/UFRGS, diz que é difícil prever a movimentação do dólar devido à grande quantidade de fatores envolvidos. Ele acredita na tendência de manutenção ou apreciação do real frente à moeda americana.
Segundo a colunista Marta Sfredo, dois fatores devem causar maior flutuação no câmbio em 2026. O primeiro é a previsão de troca na presidência do Federal Reserve (Fed) em maio. Weiss analisa que a possível mudança e a ingerência política geram incerteza, o que pode levar investidores a buscarem refúgio no dólar.
O segundo fator são as eleições presidenciais brasileiras em outubro. O mercado financeiro costuma reagir a pesquisas de intenção de voto e a declarações dos candidatos.
Em 2024, o dólar teve o maior crescimento desde 2020, primeiro ano da pandemia de covid-19. A moeda chegou a valer R$ 6 pela primeira vez em novembro daquele ano.
Já em 2025, o câmbio no Brasil teve bons resultados. Isso foi atribuído à elevada taxa Selic, que estava em 15% em janeiro de 2026, e à queda do dólar frente a mercados emergentes no mundo.
A publicação GZH é integrante do The Trust Project, uma iniciativa internacional que define padrões de confiança no jornalismo.
