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Maçons e doações: Santa Casa reforma enfermarias e reduz calor

A Santa Casa de Campo Grande entregou nesta terça-feira (20) sete enfermarias reformadas do primeiro andar da Ala B, setor destinado a pacientes de cuidados intermediários. O espaço tem 13 enfermarias, mas apenas sete foram revitalizadas nesta etapa.

O investimento nas salas reformadas foi de aproximadamente R$ 196 mil. Os recursos vieram de doações e arrecadações internas de serviços privados administrados pela Associação Beneficente da Santa Casa, que faz a gestão do hospital. Entre os doadores estão lojas maçônicas de Campo Grande e do interior do Estado, além do grupo de voluntárias conhecido como “madrinhas” da Santa Casa.

A principal demanda do setor era a climatização. De acordo com um dos doadores, Gustavo Medina, antes da instalação dos aparelhos de ar-condicionado, a temperatura nas enfermarias passava de 34°C. Depois da reforma, caiu para 19°C.

A presidente da Associação Beneficente da Santa Casa, Alir Terra, explicou que parte dos recursos usados nas melhorias vem do atendimento privado feito no Prontomed, do plano Santa Casa Saúde e de convênios como Unimed e Cassems, além da arrecadação do estacionamento da unidade. Ela afirmou que, por causa do desequilíbrio financeiro do contrato, parte do dinheiro do atendimento privado também é usado na assistência direta aos pacientes, para não faltar medicamento.

O diretor administrativo da Santa Casa, Alessandro Junqueira, disse que o prédio tem cerca de 50 anos e já recebeu algumas intervenções, mas ainda precisa de reformas maiores. Segundo ele, a outra metade do primeiro andar da Ala B está desgastada, principalmente os banheiros, e ainda precisa de climatização. Junqueira declarou que o contrato está há mais de 20 meses sem reajuste, o que faz o hospital depender de ações da população.

A mobilização das lojas maçônicas começou depois que o pai de Gustavo Medina ficou internado na Santa Casa no ano passado. Ele afirmou que a experiência mostrou a necessidade de melhorias no ambiente. Parte da obra foi feita por funcionários do próprio hospital, o que reduziu os custos. Lucas Silva, responsável pelo setor de marcenaria, disse que os trabalhos começaram em novembro do ano passado, com produção de portas, prateleiras e serviços hidrossanitários. Cerca de 50 funcionários participaram da reforma.

No ano passado, a Santa Casa já tinha entregue metade da reforma do pronto-socorro. Agora, avança na revitalização do primeiro andar da Ala B e busca recursos para concluir as outras enfermarias do setor.

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