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Justiça manda Razuk reinstalar tornozeleira após 5 meses

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou que o ex-deputado estadual Roberto Razuk volte a usar tornozeleira eletrônica. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (13) no Diário da Justiça. O equipamento havia sido retirado em dezembro de 2025.

De acordo com a publicação, o réu foi intimado, por meio de seus advogados, a comparecer à Unidade de Monitoramento Eletrônico da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) no prazo máximo de 48 horas para a instalação do equipamento.

A decisão foi proferida no âmbito do habeas corpus em processo que tramita em sigilo. O documento estabelece que a defesa tome ciência imediata do que fundamentou a necessidade do restabelecimento da medida cautelar.

Preso na quarta fase da Operação Successione, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Razuk foi beneficiado com prisão domiciliar, concedida pela juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, titular da 4ª Vara Criminal de Campo Grande.

O ex-deputado é apontado pelas investigações do Gaeco como um dos líderes de uma organização criminosa ligada à exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul, alvo da Operação Successione. Caso não compareça à Agepen no prazo estipulado de 48 horas, a medida pode ser revista.

Em novembro de 2025, logo após ser preso em Dourados, a 251 km de Campo Grande, ele teve o monitoramento eletrônico concedido por conta da idade avançada e do estado de saúde. Com isso, ficou em prisão domiciliar. Contudo, em dezembro de 2025, uma decisão judicial havia permitido a retirada do equipamento. Naquele mês, Roberto teve uma piora no estado de saúde e precisou ser internado em unidade de saúde.

A reportagem tenta contato com a defesa do ex-deputado para comentar a nova decisão. O espaço segue aberto.

Disputa por monopólio

A quarta fase da Operação Successione cumpriu 20 mandados de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, Maracaju, Ponta Porã e Corumbá. Também foram cumpridas ordens judiciais no Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. A investigação está em sigilo.

De acordo com o Ministério Público, fases anteriores da operação revelaram atuação de “organização criminosa armada e violenta”, que se dedicava à exploração de jogos ilegais, corrupção e outros crimes. O grupo é apontado como responsável por roubos com emprego de arma de fogo no contexto da disputa pelo monopólio do jogo do bicho em Campo Grande.

Conforme o Gaeco, com as ações criminosas, a família Razuk tentava ocupar o vácuo deixado após a Operação Omertà, que desmantelou o esquema controlado pela família Name.

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