Box Noticias»Notícias»Guarda da Lei Seca morre atropelado por motorista embriagado em MS

Guarda da Lei Seca morre atropelado por motorista embriagado em MS

O guarda civil metropolitano Eugênio Zanatto Neto, de 47 anos, está sendo velado nesta quinta-feira (21) em Campo Grande. Ele morreu após ser atropelado por um caminhoneiro suspeito de dirigir embriagado. O velório ocorre sob forte comoção de familiares, amigos e colegas de farda.

Eugênio atuava na Guarda Civil Metropolitana (GCM) há 15 anos. Durante a carreira, ele trabalhava justamente em operações de combate à embriaguez ao volante, crime que causou sua morte. Ele integrava a corporação desde 2011 e passou a maior parte do tempo na região do Anhanduizinho. Há cerca de um mês, havia sido transferido para a Equipe Operacional.

Além do trabalho na segurança pública, Eugênio era membro ativo de uma igreja evangélica e participava de ações sociais e filantrópicas. O comandante da GCM, Anderson Ortogoza, destacou a ironia e a tristeza da morte do servidor. “A Guarda desempenha diversas operações nesse sentido, junto com o Detran, Agetran e Polícia Militar, justamente para combater crimes de trânsito, como embriaguez ao volante. Infelizmente, o cidadão envolvido possivelmente fez uso de bebida alcoólica. Ele recusou o teste do bafômetro, mas a equipe constatou sinais visíveis de embriaguez”, afirmou.

Ortogoza lembrou que Eugênio era considerado um profissional exemplar. “É muita tristeza. Pai de família, profissional de excelência. Deixou dois filhos, uma esposa desolada, pais idosos. Ele servia a comunidade na igreja, participava de projetos sociais e ainda trabalhava como pedreiro nas folgas. Era muito querido”, disse. Segundo o comandante, o guarda era conhecido pelo comprometimento e pela boa relação com a comunidade. “Passou pelo posto da USF Aero Rancho, trabalhou no SAMU e não havia reclamações sobre seu trabalho. Era cumpridor de horário, sempre bem uniformizado e prestava um serviço de qualidade”, completou.

A esposa de Eugênio, a assistente social Sara dos Santos Souza Zanatto, de 36 anos, contou que o marido havia passado a manhã ajudando em um dos projetos sociais em que ela trabalha. “Ele era aquela pessoa que sabia fazer tudo. Se precisasse de eletricista, pedreiro, ele dava um jeito. Naquele dia, eu pedi para ele ir lá no projeto porque tinha um problema elétrico. A gente almoçou junto e depois fui trabalhar no outro projeto”, relatou. Sara não conteve o choro ao lembrar da última ligação feita para o marido antes de receber a notícia da morte. Eugênio deixa a esposa e dois filhos, de 15 e 7 anos. O sepultamento está previsto para as 10h30 desta sexta-feira (22), com cerimônia de honraria organizada pela GCM.

O acidente ocorreu quando Eugênio estava em uma motocicleta Honda CG Titan e seguia pela Rua Padre Damião. Um caminhão seguia pela direção contrária na mesma rua. Ao chegar ao cruzamento com a Rua Barão de Campinas, o caminhoneiro iniciou a conversão à esquerda, invadiu a pista contrária e fechou a passagem da motocicleta. O veículo atingiu de frente a Honda CG. Equipe do SAMU foi acionada, mas o guarda municipal morreu antes de receber socorro. O acidente foi registrado por câmeras de segurança da região. O caminhoneiro, Sebastião Antunes de Almeida, de 72 anos, admitiu à polícia que havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente. Ele recusou o teste do bafômetro e foi preso em flagrante.

Sobre o autor: Redacao Integrada

Equipe integrada que cria, revisa e organiza conteúdos colaborativamente para uma leitura clara e envolvente.

Ver todos os posts →