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Maio teve chuvas acima da média em grande parte de MS, aponta Cemtec

As chuvas registradas em maio trouxeram alívio para parte de Mato Grosso do Sul após meses de preocupação com a estiagem. Boletim divulgado pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) mostra que mais da metade das estações meteorológicas monitoradas no Estado registrou precipitação acima da média histórica durante o mês, contribuindo para a recuperação da umidade do solo e para a redução das condições de seca em diversas regiões.

De acordo com o levantamento, 55% das estações apresentaram acumulados superiores à climatologia de maio. Os maiores excedentes de chuva foram observados principalmente nas regiões leste, sudeste, centro e parte do oeste do Estado.

Os destaques ficaram por conta de Nova Andradina, que registrou 295,2 milímetros de chuva, volume 190% superior à média histórica para o período; Anaurilândia, com 275,8 milímetros e desvio positivo de 217%; e Dourados, com 231 milímetros, o equivalente a 151% acima da média climatológica.

A análise espacial realizada pelo Cemtec mostra que os maiores acumulados se concentraram no centro-sul, leste e sudeste de Mato Grosso do Sul, onde os volumes variaram predominantemente entre 120 e 240 milímetros. Em contraste, as regiões norte, Bolsão e parte do sudoeste registraram os menores índices pluviométricos, com acumulados entre 0 e 80 milímetros.

Segundo o boletim, as chuvas favoreceram a melhora das condições hídricas em diversas áreas do Estado. Entre os principais efeitos observados estão o aumento da umidade do solo, a melhora do armazenamento de água superficial e a recarga parcial de aquíferos e reservatórios.

Os resultados aparecem também no SPI (Índice Padronizado de Precipitação), indicador utilizado internacionalmente para monitorar secas meteorológicas. O documento aponta que houve atenuação das condições de seca em relação ao mês anterior, principalmente nas regiões centro-oeste de Mato Grosso do Sul.

Apesar da melhora, o Cemtec ressalta que ainda persistem áreas com déficit pluviométrico, especialmente no Bolsão, onde alguns municípios continuam apresentando indicadores compatíveis com condições de seca em escalas de médio e longo prazo.

Em Campo Grande, o acumulado de chuva também ficou acima do esperado para o mês. Com base na série histórica de 1981 a 2010 da estação do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), localizada na Embrapa Gado de Corte, a precipitação registrada em maio de 2026 ficou 64% acima da média histórica.

Em um dos pontos monitorados pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) na Capital, o acumulado mensal chegou a 168,8 milímetros, valor 91% superior ao normalmente observado para maio.

Já as temperaturas permaneceram próximas da normalidade. A temperatura mínima média ficou apenas 0,1°C acima da climatologia, enquanto a máxima média registrou valor 0,8°C abaixo da média histórica.

Mesmo com o predomínio das chuvas, o mês foi marcado por grande variabilidade nas condições meteorológicas. A maior temperatura registrada no Estado foi de 36,6°C, em Aquidauana. Já a menor temperatura foi observada em Iguatemi, onde os termômetros marcaram 1,7°C. O menor índice de umidade relativa do ar ocorreu em Três Lagoas, com apenas 15%, enquanto a rajada de vento mais intensa foi registrada em Amambai, atingindo 82,8 quilômetros por hora.

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