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Perícia científica reconstroi acidentes e previne mortes no trânsito

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul analisa vestígios como marcas de frenagem, danos em veículos, fragmentos, fluidos e a posição final dos envolvidos para reconstruir acidentes de trânsito graves. Esses elementos são usados para produzir a prova técnico-científica que embasa investigações.

Durante o Maio Amarelo, campanha de conscientização sobre segurança viária, a instituição destaca que a prevenção também depende do entendimento das causas dos acidentes. Essas causas podem estar ligadas ao comportamento do condutor, às condições do veículo, à infraestrutura da via ou à combinação desses fatores.

O diretor do Instituto de Criminalística, perito criminal Emerson Lopes dos Reis, explica que o trabalho pericial busca reconstruir a dinâmica dos fatos a partir das evidências. Segundo ele, o objetivo não é apontar culpados, mas esclarecer tecnicamente o que ocorreu.

As equipes são acionadas principalmente em casos graves, com mortes, suspeita de crime de trânsito ou situações que exigem esclarecimento técnico para investigação judicial. No local, os peritos fazem registros fotográficos e métricos e avaliam as condições de preservação da área.

A análise inclui marcas de frenagem e derrapagem, o ponto provável de colisão, deformações nos veículos, posição de repouso e outros vestígios. Com esses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória e sequência dos impactos.

Condições externas como iluminação, sinalização, visibilidade, chuva, buracos e características da via também são consideradas, pois podem influenciar diretamente a ocorrência. Em alguns casos, os laudos apontam falhas mecânicas ou problemas estruturais como fatores determinantes.

A preservação do local do acidente é considerada essencial para a qualidade da análise. A remoção indevida de veículos ou a limpeza da pista antes da chegada da perícia pode comprometer a coleta de evidências e dificultar a reconstrução dos fatos.

Após o exame do local, outras análises podem ser realizadas, incluindo exames no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), que ajudam a determinar a causa da morte em casos fatais. Veículos também podem ser periciados para avaliação de sistemas como freios, direção e airbags.

Segundo a Polícia Científica, os laudos não apenas esclarecem casos específicos, mas também ajudam a identificar padrões em determinados trechos viários, como a recorrência de acidentes e falhas de sinalização. Essas informações contribuem para ações de prevenção no trânsito.

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