O zumbido no ouvido, muitas vezes interpretado apenas como problema auditivo, pode ser um reflexo de tensões que o corpo carrega de forma inconsciente. A afirmação é da fisioterapeuta Dra. Thais Cristina Leite, que explica que o chiado ou apito constante não é uma doença, mas um sintoma de um sistema sobrecarregado por causas emocionais, neurológicas ou musculares.
A Conexão Somatossensorial
Segundo a especialista, o zumbido pode estar ligado a tensão muscular na região do pescoço (coluna cervical) e nos músculos do trapézio, disfunção da articulação da mandíbula (ATM), estresse e ansiedade que potencializam a percepção do som mesmo no silêncio absoluto, e vícios posturais que tencionam estruturas próximas ao sistema auditivo.
Por que olhar para o corpo todo
Tratar apenas o barulho sem entender a origem da tensão é como silenciar um alarme sem apagar o fogo, compara a fisioterapeuta. A fisioterapia atua na regulação dessas estruturas, reduzindo a pressão e restabelecendo o equilíbrio muscular e articular, seja por terapia manual ou exercícios de correção postural. O objetivo é aliviar o que o corpo tenta comunicar através do sintoma.
Dicas para identificar a origem
A profissional recomenda observar se o zumbido aumenta em momentos de maior estresse ou após longos períodos em má postura. Também sugere perceber se a pessoa está apertando os dentes durante o dia ou enquanto dorme. Para o tratamento eficaz, é importante buscar avaliação individualizada para determinar se o caso é auditivo, muscular ou emocional. Trabalhar a autopercepção dos sinais de rigidez no pescoço e ombros antes que se transformem em sintoma persistente é outro ponto destacado.
Dra. Thais, fisioterapeuta formada em 2004 pela UCDB, com 20 anos de prática clínica e especialista em Gestão em Saúde e Educação Especial e Inclusiva, afirma que em muitos casos o zumbido tem cura ou pode ser drasticamente aliviado quando o corpo é tratado como um todo. Ela ressalta que entender o que o corpo quer dizer é o primeiro passo para o silêncio e o bem-estar. A especialista convida os leitores a observarem se o zumbido piora sob estresse ou com o pescoço tenso e a compartilharem suas experiências.
