O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande, passou a usar a tecnologia MALDI-TOF para diagnosticar infecções. O sistema, que identifica bactérias e fungos por espectrometria de massa, reduziu o tempo de espera de cinco dias para menos de 24 horas. Em alguns casos, o resultado sai em minutos. O HRMS é o único hospital público da região Centro-Oeste equipado com essa técnica.
Antes da implantação, a identificação do microrganismo causador da infecção demorava até cinco dias. Com o novo método, o tratamento correto pode começar mais rápido. “Para um paciente em estado grave, como em casos de sepse, cada minuto conta para aumentar as chances de sobrevivência”, afirmou a bióloga Eliane Borges de Almeida, gerente e responsável técnica do laboratório.
A agilidade no diagnóstico reduz o uso de antibióticos de amplo espectro, um dos principais fatores da resistência bacteriana. De acordo com a diretora técnica do HRMS, Patrícia Rubini, a recuperação mais rápida dos pacientes leva a alta precoce e libera leitos. “Isso se traduz em uso mais eficiente dos recursos do SUS”, disse.
A redução no tempo de internação permite ampliar o número de atendimentos e aliviar a pressão sobre a rede pública. O HRMS, com esse investimento, entra em uma fase de medicina de precisão aplicada ao sistema público de saúde.
Enquanto isso, o atendimento pediátrico do hospital enfrenta superlotação. A unidade opera com 150% da capacidade, segundo informações divulgadas anteriormente. Elevadores e sistema de climatização, com 31 anos de uso, também apresentam problemas e não suportam mais manutenção corretiva.
